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Publicada em 28 de Jul de 2010 - 14h51min

Office une português 'novo' a 'antigo' e dá 1º passo em direção à nuvem

No Word, é possível escolher regras de ortografia de corretor automático. Sistema permite salvar arquivos na rede, mas não há sincronização.fonte:Leopoldo Godoy Do G1, em São Paulo

A Microsoft lançou nesta quarta-feira (28) no Brasil a nova versão do pacote Office, que une os programas Word, Excel e Powerpoint, entre outros. Com preços a partir de R$ 200, a suíte de produtividade dá um primeiro passo em direção à chamada computação na nuvem (em inglês, cloud computing), mas ainda sem oferecer uma solução completa de sincronização entre documentos gravados localmente, no computador do usuário, e os armazenados em servidores na internet.

A nova versão do Word oferece ainda uma função curiosa: o corretor ortográfico pode aceitar a grafia das palavras pelo novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor desde janeiro de 2009, pela regra antiga, que deverá ser extinta até 1º de janeiro de 2013, ou ainda acatar como corretas ambas as grafias. A regra é definida pelo usuário, na configuração do produto.

O pacote Office, traduzido para o português, chega às lojas em quatro versões. O Office Starter 2010, que substituirá o antigo Microsoft Works, só será vendido como pacote instalado em novos computadores. Ele vem com Word e Excel, funções reduzidas e a exibição constante de um anúncio na área inferior direita da janela.

A suíte Home and Student é vendida por R$ 200, e vem com as versões 2010 de Word, Excel, PowerPoint e OneNote. É um pacote indicado para uso não-comercial, com licença de instalação para até 3 computadores. Os programas, no entanto, chegam com todas as funções disponíveis na versão Home and Business, mais cara (R$ 500), indicada para pequenas e médias empresas. Esta traz ainda o cliente de e-mail Outlook 2010.

A versão Professional, mais completa, vem com todos os programas do pacote Home and Business, além do Publisher 2010, para criação de material de marketing, e o banco de dados Access. O pacote com duas licenças de uso é vendido por R$ 1,4 mil. 'Vaca leiteira'
O Office domina entre 80% e 95% do mercado de suítes de produtividade, de acordo com análises feitas nos Estados Unidos e também no Brasil. Na comparação com o próprio Windows, principal produto da Microsoft, o pacote pode ser considerado uma "vaca leiteira", por trazer lucro e geração de caixa com uma necessidade de investimento - em desenvolvimento e marketing - relativamente menor.

Segundo o último balanço trimestral da companhia de Redmond, divulgado no dia 22, a chamada Business Division da Microsoft obteve, no período entre julho de 2009 e julho de 2010, US$ 18,6 bilhões de receita. Mais de 90% deste valor veio do Office. Embora a receita tenha sido 1% menor que a obtida nos 12 meses anterior, houve um crescimento, também de 1%, no lucro operacional da divisão, que ficou em US$ 11,7 bilhões.

A divisão responsável pela venda do sistema operacional Windows, no período entre julho de 2009 e julho de 2010, trouxe US$ 18,4 bilhões de receita e US$ 12,9 bilhões de lucro operacional. Mas esse foi um período atípico, já que contém o período de lançamento do Windows 7, considerado o maior sucesso da empresa no setor. No ano anterior, ainda atrelada aos fracos resultados obtidos pelo Windows Vista, a divisão havia obtido 19% a menos de receita, e lucro 23% menor.


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